A descentralização do desenvolvimento econômico e social da Bahia será uma das principais consequências da implantação do Porto Sul, na região de Ilhéus, afirma a chefe da Casa Civil do governo do estado, Eva Chiavon, uma vez que o empreendimento será um grande atrator de investimentos, criando um novo eixo sustentável, estimulando o turismo, gerando empregos, negócios e ativos ambientais para a região, que experimenta profunda estagnação depois da crise do cacau.
O investimento no Porto Sul ficará em torno de R$ 2,4 bilhões, privado e público, incluindo recursos do PAC, gerando dois mil empregos diretos na fase de implantação.
“A situação geográfica da Bahia, no meio do Brasil, possibilita uma menor distância de transporte na rota para a China, e também pode ser muito bem competitiva com a operação do canal do Panamá, para os navios maiores”, analisa Marcus Cavalcanti, chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Infraestrura do governo.
A concepção do Porto Sul, que prevê berços para receber navios de até 20 metros de calado, o capacitará a escoar, e também a receber, um grande volume de cargas, garantindo sua competitividade. O custo de transporte de soja até o porto Dias Branco, em Cotegipe, onde é feito o embarque da carga do Oeste baiano, por exemplo, é de aproximadamente 130 reais por tonelada, o mesmo valor pago quando a operação era feita pelo Porto de Malhado, em Ilhéus, em navios menores.
Dados da indústria de transporte ferroviário mostram que esse valor cairá cerca de 40 reais por tonelada.
