Apesar de a proposta chamar a atenção por envolver recursos dos cofres públicos e salário de autoridades, os deputados não apresentaram contestações e aprovaram por unanimidade ontem, na Assembléia Legislativa, a recomposição salarial do governador Jaques Wagner (PT), do vice-governador Otto Alencar (PSD) e secretários. O reajuste para os subsídios dos executivos teve o mesmo índice de 6,5% concedido aos servidores públicos do Estado.
Foi fixado o valor de R$17.278,56 a ser recebido pelo governador, enquanto o vice e o secretariado receberão R$14.920,03, retroativos a 1º de janeiro deste ano. Além do aumento, foram aprovados também o requerimento de urgência para votação do projeto de empréstimo da ordem de US$700 milhões junto ao Banco Mundial (Bird) para financiar o Programa de Inclusão e Desenvolvimento Socioeconômico da Bahia (Proinclusão).
Os parlamentares também decidiram a favor da concessão de títulos e a realização do projeto Assembleia Itinerante, no próximo dia 22, em Itabuna. A sessão ontem foi marcada por críticas da oposição à perda de representantes baianos no governo Dilma Rousseff (PT).
Os parlamentares também decidiram a favor da concessão de títulos e a realização do projeto Assembleia Itinerante, no próximo dia 22, em Itabuna. A sessão ontem foi marcada por críticas da oposição à perda de representantes baianos no governo Dilma Rousseff (PT).
Segundo o líder do governo na Casa, deputado Zé Neto (PT,) não houve motivos para polêmica na votação dos reajustes. “Trata-se apenas de um aumento linear dado a todo funcionalismo. Não tem problema, pois é o mesmo reajuste concedido a todos”, disse. O líder da oposição, Paulo Azi (DEM), também considerou a proposta normal. “Não tem o que questionar. Até porque se ele não fizesse isso, alguns servidores ficariam prejudicados.
Nos bastidores, as informações são de que caso não houvesse essa reposição todos os funcionários que recebem o limite recebido pelo governador teriam que devolver o salário. A situação geraria contrariedades, a exemplo dos funcionários do Fisco, daí a justificativa para que os deputados não contestassem a proposta.
fonte: RadarNoticias
