Cerca de 16 pessoas prestaram depoimento sobre o caso de fraudes em consultas feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em clínicas particulares da cidade. Os depoimentos foram prestados na terça-feira (2), na delegacia da Polícia Federal (PF), em Ilhéus.
De acordo com o delegado da PF em Ilhéus, Fábio Marques, pacientes e funcionários das clínicas suspeitas foram ouvidos. Os pacientes são aqueles que estavam nas clinícas no dia da Operação Susto, na terça-feira (2). O relato é de que eles tiveram que pagar para serem atendidos pelo SUS de forma mais rápida. Quando o pagamaneto não era realizado, o atendimento era agendado com uma espera de 30 dias.
O delegado também informou que o material apreendido, como computadores e documentos contábeis, será encaminhado para perícia no setor técnico científico da Superintendência da Polícia Federal em Salvador. Só serão realizadas prisões se forem compravadas fraudes através da perícia. O resultado deverá sair em 30 dias.
Denúncias - A Operação Susto foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã da terça-feira (2). Através de denúncias de pacientes, os policiais chegaram a clínicas particulares no centro de Ilhéus que estariam fraudando o Sistema Único de Saúde. De acordo com as denúncias, funcionários cobravam uma taxa de cerca de 60% a 70% do valor de uma consulta particular para agendar o atendimento para pacientes do SUS. Sem o pagamento, o atendimento seria agendado para 30 dias após a solicitação.
