Marcos Santarrita, nascido em Aracaju e criado em Itajuípe, morreu na madrugada de quarta-feira (5), em seu apartamento, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, Rio de Janeiro, vítima de complicações pulmonares. Ele era jornalista, escritor e tradutor e tinha completado 70 anos no dia 16 de agosto.
O escritor começou a carreira com publicações de contos n´ATarde, Jornal da Bahia e Diário de Notícias, em Salvador. Publicou mais de uma dezena de títulos, entre contos e romances.
Após o trabalho em Salvador, Santarrita transferiu-se para o Rio de Janeiro, passando a atuar nas principais órgãos de imprensa da época: os jornais O Globo, Jornal do Brasil e Última Hora, além da revista Fatos e Fotos. Em São Paulo, colaborou com a Folha e com a revista IstoÉ.
Santarrita foi duas vezes premiado pela Academia Brasileira de Letras: como ficcionista, em 2001 – com Mares do sul (que fala de duas rebeliões de escravos na Ilhéus do século XVIII – e como tradutor – pelo conjunto da obra. em 2004. Recebeu também o prêmio do Pen Clube do Brasil, como prosador. Ele também verteu para o português mais de uma centena de obras, de autores e estilos diversos, como H.G. Wells, Henry James, Alexandre Dumas, Eric Hobsbawm, Dashiell Hammett e a autobiografia do trompetista Miles Davis.
fonte: RadarNoticias
